Peça e serviço na mesma operação
A separação precisa estar correta na emissão, no cadastro e na apuração. Os novos campos de IBS e CBS tornaram esse cadastro visível para o fisco.
É a operação em que a mesma nota mistura mercadoria e mão de obra, com tributos diferentes sobre cada parte. Quem trata tudo igual paga a mais, ou paga errado.
A oficina vende duas coisas ao mesmo tempo: a peça, que é mercadoria, e o serviço, que é mão de obra. Cada uma segue uma lógica tributária própria. Quando a emissão não separa corretamente, o resultado aparece de um dos dois jeitos: imposto pago a mais todo mês, em silêncio, ou enquadramento errado que só aparece em fiscalização.
Some a isso o que quase nenhuma oficina controla: quanto sobra em cada tipo de serviço. O dono sabe quanto entrou no mês. Raramente sabe se a revisão dá mais margem que a funilaria, ou se o serviço que mais ocupa a rampa é justamente o que menos paga.
A separação precisa estar correta na emissão, no cadastro e na apuração. Os novos campos de IBS e CBS tornaram esse cadastro visível para o fisco.
Peça comprada para um veículo, aplicada em outro, devolvida ao fornecedor. Sem controle de entrada e saída, o custo do serviço é um chute.
A OS é onde nasce o resultado. Quando ela não conversa com o financeiro, some receita e some custo.
Mecânica, elétrica, funilaria, revisão e troca de óleo têm estruturas de custo completamente diferentes.
O que define não é o tamanho e sim a mistura entre peça e serviço. Essa mistura existe desde a primeira nota, e é onde o erro nasce.
A pergunta útil é outra: seu contador já te disse qual tipo de serviço dá mais margem? Se a resposta for não, você tem escrituração, não tem gestão.
Quer saber onde sua oficina está perdendo margem?