Carga correta, sem desperdício
Apuração precisa, crédito aplicado onde é devido e leitura técnica da transição.
A transição já começou. Em 2026 o impacto é operacional, não de alíquota — e é exatamente por isso que passa despercebido.
A reforma tributária para empresas já saiu do papel. Desde 1º de janeiro de 2026 vigora a alíquota de teste de 0,9% de CBS e 0,1% de IBS. Para quem cumpre as obrigações acessórias, o valor é compensado e não há aumento de carga. A dor de 2026 é operacional: sistema, cadastro, emissão e conferência.
Se a sua dúvida é qual enquadramento adotar daqui para frente, veja o guia de qual regime tributário escolher na Reforma Tributária, com a decisão aplicada por setor.
Desde 3 de agosto de 2026, empresas do regime regular não emitem nota fiscal eletrônica sem os campos de IBS e CBS preenchidos. Deixou de ser preparação e virou rotina obrigatória.
A confirmação está no comunicado do Comitê Gestor do IBS, e as regras gerais estão na Lei Complementar 214/2025.
Na reforma tributária para empresas do Simples Nacional, o tratamento é próprio, e cada empresa precisa avaliar o impacto da transição na sua realidade, inclusive para comparar a permanência no regime.

Cristiano Cerqueira, contador e controller. Especialista em gestão fiscal e tributária. Cada recomendação sai com base normativa e assinatura.
Apuração precisa, crédito aplicado onde é devido e leitura técnica da transição.
Simulação do impacto antes que ele apareça no extrato.
Estrutura de custo recalculada dentro da nova lógica tributária.
Produto, serviço e operação enquadrados antes de virarem divergência.
Crédito sobre combustível, pneu e manutenção muda de lógica em 2027, e o frete precisa acompanhar. Ver a página do setor.
A reforma chega junto com a LC 213/2025 e a nova supervisão do setor. Ver a página do setor.
Há regime específico para cooperativas, e a opção precisa ser avaliada com números. Ver a página do setor.
Peça e serviço na mesma nota: o cadastro virou visível para o fisco com os novos campos. Ver a página do setor.
O Simples tem tratamento próprio na transição, mas isso não significa ausência de impacto. A avaliação relevante é sobre 2027 em diante, e ela precisa ser feita com números da sua operação.
Atualização de sistema não é o mesmo que parametrização correta. O sistema passa a aceitar os campos; o que vai dentro deles depende do cadastro de produto e serviço da sua empresa.
Agora. O trabalho mais demorado é a revisão de cadastro e classificação fiscal, e ele é anterior a qualquer mudança de alíquota. Começar depois significa conviver com divergência acumulada.
Reunimos neste guia as dúvidas que mais ouvimos dos empresários sobre a reforma tributária. Nós, na Quatro, organizamos cada tema em linguagem direta, com o que já está definido na lei e com o que cada empresa precisa decidir. Abra os tópicos que fazem sentido para o seu momento.
A reforma tributária sobre o consumo substitui gradualmente tributos que conhecemos há décadas por um modelo novo, regulamentado pela Lei Complementar 214/2025. A CBS, de competência federal, assume o lugar do PIS e da Cofins. O IBS, compartilhado entre estados e municípios, substitui o ICMS e o ISS. O Imposto Seletivo passa a alcançar bens e serviços específicos definidos em lei.
Para o empresário, a reforma tributária não é apenas uma troca de siglas. Ela muda a forma de calcular o imposto, a lógica de crédito, o cadastro de produtos e serviços, a emissão de documentos fiscais e até o momento em que o dinheiro chega ao caixa.
Por isso, nós, na Quatro, tratamos o tema como um projeto de gestão, e não como uma simples atualização de sistema.
Em 2026, a CBS e o IBS aparecem com alíquotas de teste, de 0,9% e 0,1%, respectivamente. Em 2027, a CBS substitui o PIS e a Cofins e começa a cobrança do Imposto Seletivo. De 2029 a 2032 ocorre a transição do ICMS e do ISS para o IBS. Em 2033, o sistema novo passa a valer de forma plena.
Esse calendário longo tem um efeito importante: durante vários anos, a empresa conviverá com os dois modelos ao mesmo tempo. A reforma tributária exige, portanto, controles capazes de apurar tributos antigos e novos sem confusão.
Nós montamos com cada cliente um cronograma próprio, ligando cada etapa da reforma tributária às decisões que precisam ser tomadas em cada ano.
O ano de 2026 é de preparação operacional. Os documentos fiscais passaram a trazer campos relativos ao IBS e à CBS, e isso torna o cadastro de produtos e serviços visível para o fisco. Classificação fiscal desatualizada, descrição genérica e item duplicado deixam de ser problemas internos.
Nesta fase da reforma tributária, recomendamos três frentes: revisar o cadastro, conferir a emissão das notas e testar a apuração com os novos campos. Também é o momento de treinar a equipe que emite documentos, porque é nela que o erro costuma nascer.
Quem usa 2026 para organizar a base chega a 2027 com muito menos risco. Quem deixa para depois tende a corrigir erros com a reforma tributária já cobrando valores relevantes.
As empresas do Simples Nacional continuam com seu regime, mas a reforma tributária cria uma escolha nova: o regime híbrido. Nele, a empresa pode recolher a CBS e o IBS fora do Simples, o que permite gerar crédito para clientes que são empresas. A opção está prevista para setembro de 2026, com efeitos em 2027, conforme a Resolução CGSN 190/2026.
A decisão não é automática. Para quem vende principalmente ao consumidor final, o híbrido pode não trazer vantagem. Para quem vende a outras empresas, o crédito gerado pode se tornar um diferencial comercial.
Nós simulamos os dois cenários com os números reais do cliente antes de qualquer recomendação. Esse é um dos pontos em que a reforma tributária exige análise individual, e não resposta pronta.
Hoje, no Lucro Real, o PIS e a Cofins costumam ser não cumulativos, com alíquota combinada de 9,25%, e o direito a crédito foi marcado por discussões sobre o conceito de insumo, como a decisão do STJ de 2018 baseada em essencialidade e relevância. O Lucro Real é obrigatório para empresas com receita acima de R$ 78 milhões, conforme a Lei 9.718/1998.
Com a reforma tributária, a CBS e o IBS seguem a lógica da não cumulatividade, com crédito sobre as aquisições nos termos da lei e da regulamentação. Isso pode mudar a comparação entre regimes que foi feita no passado.
Por isso, recomendamos revisar o enquadramento considerando o novo modelo. Uma escolha que era adequada antes da reforma tributária pode deixar de ser. Veja também nossa página sobre contabilidade no Lucro Real.
O crédito é o coração do novo modelo. Em termos gerais, o tributo pago nas etapas anteriores pode ser aproveitado pela empresa que adquire bens e serviços, observadas as regras e exceções previstas na lei. Isso muda a forma de olhar para compras, fornecedores e contratos.
Na reforma tributária, escolher um fornecedor passa a envolver também a análise do crédito que ele permite gerar. Um preço aparentemente menor pode sair mais caro se não gerar crédito, e o contrário também pode acontecer.
Nós ajudamos a mapear as principais compras, identificar quais geram crédito e comparar fornecedores pelo custo efetivo. Esse trabalho transforma a reforma tributária em critério de decisão de compra, e não apenas em obrigação de apuração.
O split payment é um mecanismo previsto na reforma tributária em que o tributo pode ser separado no momento do pagamento, antes de o valor chegar à conta da empresa. A regulamentação e a implantação ainda estão em construção, mas a lógica já exige atenção.
O ponto central é o capital de giro. Se parte do valor recebido deixa de passar pelo caixa, a empresa que hoje usa o dinheiro do imposto por alguns dias para financiar a operação precisará se reorganizar. Setores com margens apertadas e prazos longos de recebimento tendem a sentir mais.
Nós incluímos esse efeito nas projeções de caixa dos clientes. Planejar agora evita que a reforma tributária se transforme em aperto financeiro inesperado.
Contratos de fornecimento, prestação de serviços e locação costumam ter prazos longos. Muitos foram assinados considerando tributos que deixarão de existir. Se o contrato não prevê como tratar a mudança, a empresa pode ficar sem instrumento para ajustar o preço.
Recomendamos revisar as cláusulas de preço, reajuste e tributos dos contratos mais relevantes, de preferência com apoio jurídico. Também é importante recalcular a formação de preço, considerando o novo tributo, os créditos e o efeito no caixa.
A reforma tributária pode alterar a margem de produtos e serviços que hoje parecem rentáveis. Rever preços com antecedência protege o resultado e evita negociações apressadas no meio da transição.
O Imposto Seletivo começa em 2027 e alcança bens e serviços específicos definidos em lei. Ele tem uma lógica diferente da CBS e do IBS, porque não existe para tributar o consumo em geral, e sim determinados produtos escolhidos pelo legislador.
A maior parte das empresas não será diretamente atingida, mas vale verificar se algum produto vendido, comprado ou utilizado na cadeia está entre os itens alcançados. Mesmo quem não recolhe o tributo pode sentir o efeito no preço de insumos.
Nós incluímos essa verificação no diagnóstico da reforma tributária de cada cliente, para que nenhuma surpresa apareça apenas quando a cobrança começar.
Desde 2020, a Quatro atende mais de 100 transportadoras e cooperativas e mais de 150 associações de proteção veicular. São segmentos em que a reforma tributária traz questões próprias, como o tratamento do frete, a relação com os tomadores, os créditos sobre combustível e manutenção e o efeito do split payment em operações com prazos longos.
Para as associações, a atenção está na natureza das operações, na documentação e na governança. Para as transportadoras, está na formação do preço do frete e no capital de giro.
Explicamos esses pontos com mais detalhes na página de contabilidade para transportadoras. Em todos os casos, a análise parte da operação real do cliente.
Nenhum sistema resolve a reforma tributária sozinho. O sistema calcula a partir do que foi cadastrado. Se o cadastro estiver errado, o cálculo sairá errado com rapidez e em grande volume.
Por isso, a nossa recomendação é começar pela qualidade dos dados: cadastro de produtos, serviços, clientes e fornecedores, regras de tributação e parametrização da emissão. Depois, vem o teste: emitir, apurar e conferir antes que os valores se tornem relevantes.
Nós atuamos junto com a equipe do cliente e com quem cuida da tecnologia da empresa, sempre com validação humana dos resultados. A reforma tributária exige tecnologia, mas exige principalmente critério e conferência.
Começamos por um diagnóstico da operação: regime atual, perfil de clientes e fornecedores, cadastro, emissão, contratos e caixa. Com esse retrato, apresentamos um plano com prioridades, responsáveis e prazos combinados com o empresário.
Depois, acompanhamos a execução e revisamos o plano a cada nova regulamentação. Quando há decisão de regime ou de estrutura, entramos com o planejamento tributário, sempre com base em dados e na legislação vigente.
Não prometemos redução de imposto antes de analisar os números. O que entregamos é clareza sobre os impactos da reforma tributária na sua empresa e segurança para decidir cada passo da transição.
O erro mais comum é tratar a reforma tributária como assunto exclusivo do contador. Ela envolve vendas, compras, financeiro, tecnologia e diretoria. Quando cada área espera a outra agir, o cadastro fica desatualizado, os contratos não são revistos e o caixa não é planejado.
Outros erros frequentes são deixar a revisão do cadastro para depois, confiar que o sistema fará tudo sozinho, ignorar o efeito do split payment no capital de giro e manter preços antigos sem considerar os créditos do novo modelo.
Para evitar esses problemas, recomendamos nomear um responsável interno pela reforma tributária, com agenda periódica de acompanhamento e decisões registradas.
O volume de informações sobre o tema é grande, e nem tudo o que circula é confiável. Projeto em discussão, opinião e regra aprovada aparecem misturados, o que gera ansiedade e decisões precipitadas.
Nossa orientação é acompanhar a reforma tributária a partir de fontes oficiais, como o texto da lei e os atos publicados pelos órgãos competentes, e interpretar cada novidade à luz da operação da empresa. Nem toda mudança exige ação imediata.
Nós filtramos o que é relevante e comunicamos aos clientes o que muda, qual o impacto e o que precisa ser feito. Assim, a reforma tributária vira agenda de gestão, e não fonte de preocupação constante.
Para transformar a reforma tributária em plano de trabalho, sugerimos que a diretoria acompanhe cinco perguntas todo mês. Os cadastros de produtos e serviços já foram revisados? O sistema de emissão está preparado para destacar CBS e IBS? Os contratos de longo prazo têm cláusula de revisão de preço por mudança tributária?
As outras duas perguntas tratam de caixa e de pessoas. A projeção de caixa já considera o recolhimento na liquidação financeira? A equipe que emite notas e lança documentos foi treinada para as novas regras? Cada resposta “não” vira uma tarefa com responsável e prazo.
Nós, na Quatro, usamos esse checklist nas reuniões de resultado com os clientes. Ele evita que a reforma tributária seja tratada como assunto distante e transforma a transição em rotina acompanhada. Empresas que chegam a 2027 com esse trabalho feito atravessam a mudança com ajustes, e não com correria.
Quer saber onde sua empresa está na transição?
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